É preciso fazer diferente e desenvolver habilidades individuais em um mundo que muda o tempo todo.

Por Rodrigo de Godoy

Quando a habilidade toma lugar do conteúdo

Entre os anos 1700 e 1800, uma viagem entre a Europa e o Brasil durava, em média, cinco semanas. Além do tempo, esse percurso apresentava uma grande lista riscos e perigos, como doenças, comida precária, naufrágios e por aí vai. Hoje, conseguimos cruzar o Atlântico e aportar no Velho Continente numa fração desse tempo – em média, 12 horas de viagem.

Mas o que isso tem a ver com educação? É que o modo tradicional de ensino remonta exatamente do primeiro período apresentado, isto é, da era industrial – nessa época, a estrutura da educação havia sido pensada para uma realidade em que todos os trabalhadores faziam a mesma coisa e conviviam em um ambiente restrito e de poucas possibilidades (nos mais variados sentidos). Mas atualmente isso não basta – é preciso fazer diferente e desenvolver as habilidades individuais em um mundo que muda o tempo todo e em que imperam palavras de ordem como colaboração e inovação.

Qual o nível real de colaboração e inovação em uma sala de aula “padrão”, em que o professor passa as informações aos alunos escrevendo em uma lousa e propondo lições de casa que posteriormente serão corrigidos e atribuídos de uma nota? Mais do que ensinar um conteúdo, o que se espera hoje é que o processo de aprendizagem consiga ensinar a pensar ao mesmo tempo em que incentive o protagonismo e a criatividade do aluno. Recentemente um jornal do Reino Unido apresentou uma matéria sobre um plano da Finlândia em deixar de trazer o conteúdo por meio de disciplinas – nesse novo modelo, assuntos como história, geografia, matemática e filosofia seriam abordados de forma transversal por meio de temas do dia a dia como aquecimento global ou uma data comemorativa do país e que são chamados de “fenômenos”. Ali, o professor passa a ser um facilitador da aprendizagem e os alunos ficam responsáveis por discutir o assunto e posicionarem-se de forma crítica, aprendendo com seus erros e encontrando novas maneiras de fazer as coisas, o que faz muito sentido ao considerarmos que o aluno hoje é conectado, multimídia e espera interagir com o conteúdo para atribuir-lhe significados.

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