Não à toa, ser digitalmente ágil tornou-se essencial para permanecer à frente da concorrência.

Não à toa, ser digitalmente ágil tornou-se essencial para permanecer à frente da concorrência.

Por Marisa Nannini

Empresas digitalmente ágeis e seu design organizacional

Uma das coisas importantes para compreender na atualidade é que o poder não reside em conhecer, e sim em conhecer rapidamente. Como defendia Alvin Toffler, futurista e autor do livro Future Shock:

“Os analfabetos do século 21 não serão aqueles que não sabem ler e escrever, mas aqueles que não conseguem aprender, desaprender e reaprender”

Diante desse sentido de urgência, em vez de fazer uma única grande aposta estratégica, Conselhos e a alta liderança precisam implementar várias iniciativas, experimentando novos modelos de negócios com custos baixos, tirando os que não funcionam de cena e ampliando os mais bem-sucedidos. Precisam abraçar o conceito de “falhar rápido” e “falhar barato”, defendido por Seth Godin, e desenvolver suas capacidades digitais pela experiência direta, ativando em seus colaboradores uma compreensão real dos drivers de negócio para permitir respostas oportunas, adequadas e mais ágeis.

Não só as organizações ágeis se sentem diferentes em termos de cultura e senso de responsabilidade, mas também são diferentes quanto ao design da organização. Pesquisa do CRF (“Organization Agility”) sinalizou uma série de aspectos que caracterizam organizações ágeis:

  • Tendem a ter estruturas mais planas, com menos camadas hierárquicas e intervalos de controle mais amplos.
  • Conseguem ter alcance máximo em seu ambiente externo por estarem perto de seus clientes e por descentralizarem o máximo possível a tomada de decisões. Definem papéis e responsabilidades de tal forma que os profissionais se sentem estimulados a monitorar e entender as tendências associadas a determinados stakeholders e a trazer suas observações para dar respaldo às decisões.
  • Observam de perto a concorrência e têm mecanismos para escanear o horizonte, identificando necessidades emergentes dos clientes ou potenciais oportunidades e, assim, observar ameaças iminentes antes de mais ninguém.
  • Constroem e mantêm redes informais em toda a organização e projetam processos que atravessam as divisões entre áreas. Não deixam que limites funcionais diminuam o ritmo do trabalho. Organizações ágeis evitam gargalos empoderando equipes para que resolvam questões em conjunto com colegas de outras funções, sem que todas as decisões passem necessariamente por esferas superiores.
  • Equilibram seu foco interno/externo para não perder de vista a evolução em seu mercado. Não descansam sobre conquistas, nem acreditam que são únicas ou melhores do que a concorrência.

O impacto da ruptura digital demanda processos muito mais ágeis de desenvolvimento e a capacidade de ficar confortável para tomar decisões em meio à incerteza permanente. As empresas precisam inovar utilizando ciclos rápidos para elaborar, avaliar e aprender, mesmo quando não há certeza plena do resultado.

Não à toa, ser digitalmente ágil tornou-se essencial para permanecer à frente da concorrência. Isso porque ferramentas e dispositivos digitais hoje em dia naturalmente ficam a serviço desse novo design imprimindo maior fluência e novas abordagens ao desenvolvimento e à aprendizagem organizacional, processos essenciais para aumentar produtividade, eficiência e resultados.

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