OEB 2016: veja a cobertura do terceiro e último dia de palestras

OEB 2016: veja a cobertura do terceiro e último dia de palestras

Sexta-feira, 02/12, foi o terceiro e último dia da OEB2016 – Online Educa Berlin. Confira abaixo a seleção de talks e atividades nos seguintes assuntos: tempo para aprendizagem, blockchain, hacking e digital literacy.

cobertura OEB 2016

Tempo para aprendizagem

O primeiro painel – In the Age of Acceleration: Making Time for Learning – abordou o combustível principal de todos os projetos e programas educacionais: o tempo.

Monika Weber-Fahr (See4All – Sustainable Energy for All, Áustria), mediadora da discussão, introduziu o tema apresentando o cenário de evolução constante e mudanças cada vez mais frequentes nos negócios, na forma de trabalhar, na forma de aprender e na assimilação de novas tecnologias. Adicionando ainda fatores externos de mudança – economia, política, aquecimento global – como nós (pessoas, lideranças, empresas) podemos assegurar que nossa velocidade de aprendizagem estará à altura da velocidade necessária de adaptação e mudança? Isso transforma nossa abordagem da aprendizagem – ou será o fim dela? Como será a relação entre trabalho e aprendizagem e o papel de quem acompanha e promove este processo?

Os três panelistas convidados apresentaram três diferentes perspectivas sobre o tema:

Xavier Dorechat, Director of Learning, Change and Transformation do BNP Paribas International Retail Banking, trouxe a visão de dentro de uma grande empresa com mais de 50 mil colaboradores espalhados por diversos países do mundo. Além das iniciativas de educação corporativa e das diversas inovações que ele trouxe como exemplos de investimento no contínuo desenvolvimento da equipe, ele destacou algumas iniciativas que tentam responder a esta necessidade de velocidade: maior direcionamento de investimento para o 70 (do 70-20-10), com fomento a atividades on-the-job, mais tempo de aprendizagem para aqueles no comando do negócio, além de business games, social learning e conteúdos em vídeo de curta duração, com sugestão de aprofundamento com pares da equipe.

“Quando as novas gerações têm uma dúvida, elas demandam uma resposta. E rápido, pois não querem esperar.” Xavier Durochat

Andreas Mack, responsável pela Consultoria e Brand Management na Partake, trouxe uma visão e mindset de start-ups e de design thinking. O que podemos aprender sobre velocidade e aprendizagem com start-ups? Elas focam naquilo que é factível hoje. Elas aprendem e mudam rapidamente de mindset. Elas precisam ser radicais para sobreviver e evoluir.

Marcia Conner, escritora, changemaker e impactrepeneur, trouxe um olhar sobre com o que realmente “gastamos” tempo nos dias de hoje, se é com as coisas certas ou se nosso tempo está sendo perdido em coisas repetitivas e desinteressantes. Trazendo o assunto do dia de ontem, Inteligência Artificial (que foi transversal em toda a conferência), para o debate, ela vê com esperança a adoção de máquinas para estes tipos de trabalho repetitivo e operacional, libertando as pessoas para trabalhos de alto nível – e assim podem ter mais tempo para a aprendizagem.

Xavier fechou a discussão trazendo-a novamente para dentro das empresas, onde não se pode perder tempo, e onde a necessidade de formação contínua e de implementação de programas de aprendizagem acontece todos os dias, e quem as comanda nas grandes empresas precisa atender grandes massas de colaboradores. E estes, assim como nós, já vivem em um mundo em alta velocidade.

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Blockchain, hacking e digital literacy

Três assuntos, em três palestras diferentes, trazem à tona a necessidade de uma fluência cada vez maior nos assuntos e cultura do mundo digital.

Na palestra Blockchain na Educação, Donald Clark, empreendedor e fundador do Epic Group – que participou do debate sobre Inteligência Artificial no dia de ontem -, contou um pouco da história da internet, sob o viés do desenvolvimento de tecnologias e redes peer-to-peer. Desde o Napster, passando pelo Gnutella, Skype e mais recentemente o Bitcoin, ele mostrou como a troca de informações por redes evoluiu, e o papel da confiança, da privacidade e segurança, neste processo. Até o blockchain, que permite privacidade e segurança na autenticação destas trocas de informação. A partir desta tecnologia, ele trouxe uma avaliação de como várias aplicações em educação digital podem ser repensadas, como no processo de autenticação de certificações, créditos e badges, e de como o aluno pode levar estes dados acumulados entre diferentes instituições, ou até mesmo entre empresas. Isso pode ser uma ferramenta que empodera um pouco mais o aluno – no movimento de coloca-lo no centro do processo de aprendizagem.

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Na palestra How MIT (Really) Learns, Phillip Schidt, do Media Lab – MIT, avaliou, do ponto de vista dos alunos da instituição, quais eram as experiências de aprendizagem mais marcantes e como elas impactaram suas vidas. A conclusão, e um dos pilares do processo de aprendizagem do MIT, foram as experiências desenvolvidas com mindset hacker, desconstruindo, repensando, redefinindo problemas e aprendendo e construindo soluções de forma não usual e original. Experiências em atividades que testam os limites das habilidades, imaginação e raciocínio dos alunos. E que os torna protagonistas na concepção de soluções, investigando e aprendendo sobre temas por conta própria e explorando possibilidades. E sobre hacking, ele desmistificou o processo – não o que nos é apresentado pelos filmes e seriados de tv, mas o hacking que acontece no dia a dia de forma positiva e estimulante – além de falar sobre o código de ética hacker e como ele é fomentado pela instituição.

“A alfabetização digital é tão importante quanto saber ler, escrever ou aprender matemática.” Mark Surman

E fechando esta tríade de assuntos, a palestra/dinâmica Building Digital Capacity, com Josie Fraser, Social and Educational Technologist (Reino Unido) e Mark Surman, da Fundação Mozilla (EUA), trouxeram a importância da fluência digital para a sociedade.

A internet se tornou uma parte importante de nossas vidas, não só para engenheiros e programadores, mas para todos nós. Por isso a importância de entender como o mundo digital funciona, pois isso se tornará crítico para entender a vida – pessoal e também profissional. É preciso desenvolver as competências que nos permitem engajar e interagir ativamente no mundo digital.

 

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SOBRE A OEB:

A OEB – Online Educa Berlin é uma conferência mundial sobre tecnologia, aprendizagem e educação corporativa, realizada em Berlin, na Alemanha. Todos os anos a OEB desafia pré-conceitos e propõe novos diálogos, atuando como uma grande catalisadora de tendências e insights.

Acompanhe conosco os updates da OEB aqui no Blog da Ciatech e também em nossos canais nas mídias sociais – entre os dias 30/11 a 02/12.

Clique aqui e confira os highlights e análise dos dois primeiros dias do evento.

Assista ao vídeo abaixo e conheça nosso correspondente Bruno Milagres:

 

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