SXSWedu 2017: Gap de aprendizagem, soft skills e jogos educacionais

SXSWedu 2017: Gap de aprendizagem, soft skills e jogos educacionais

Bruno Milagres | Diretor de EdTech e Inovação Educacional UOL Educação

Diferente de ontem, quando segui uma agenda planejada com antecedência, hoje separei o dia para visitar as áreas de exposição, conhecer as empresas e produtos lançados ou divulgados durante a conferência, e para assistir apresentações menos previsíveis.

Paying the Price

O dia começou com o keynote “Paying the Price”, sobre uma das discussões mais recorrentes aqui nos EUA – a desigualdade de oportunidades que o preço das universidades impõem aos jovens americanos. A socióloga e pesquisadora Sara Goldrick-Rab apresentou dados e uma argumentação forte sobre a obrigação moral de se repensar o modelo americano de educação.

Li há pouco tempo um ótimo livro sobre o tema – DIY U: Edupunks, Edupreneurs, and the coming Transformation of Higher Education, escrito por Anya Kamenetz, onde ela aborda o tema da desigualdade e de como isso impulsiona o movimento auto-didata de formação, principalmente para novas tecnologias e profissões. Recomendo a leitura.

O gap de aprendizagem gerado tanto pela formação acadêmica, quanto pela desigualdade de oportunidades, reflete na forma como os alunos chegam à vida adulta e ao trabalho nas empresas.

 

Uso de ferramentas digitais na aprendizagem de soft skills

Outros dois painéis que acompanhei foram “Can Digital Tools Boost Social-Emotional Learning (SEL)?” e “How to Create Leaders in an Online World”, que abordaram respectivamente como utilizar as ferramentas digitais para desenvolver soft skills – sócio-emocionais e de liderança – tanto em crianças como em adultos.

Em ambos os casos, algumas boas práticas se aplicam, como a necessidade de entender o contexto do aluno e oferecer uma experiência de aprendizagem mais localizada e personalizada, a utilização de uma abordagem que convide o aluno a participar ao invés de uma instrução mais diretiva, e em ambos os casos a utilização de jogos e experiências gamificadas, ambientes de colaboração e expressão, e a possibilidade de individualizar o contato aluno – instrutor, mesmo que via ferramenta digital.

Também assisti à apresentação de alguns cases que me chamaram a atenção: “How Salesforce is Solving the Skill Gap”, que apresentou como a Salesforce utiliza um programa de formação online para treinar clientes de seus softwares, e “Educators as the Most Optimistic Innovators”, com alguns casos de soluções educacionais construídas em processos de design centrado nos usuários e design thinking com Sally Madsen e Mike LaRosa da IDEO.

Esta proximidade do design e da educação me parece nunca ter sido tão próxima.

E a parte divertida do dia, experimentar os robôs que ensinam crianças japonesas noções básicas de programação. Os japoneses são sempre muito simpáticos, e seus jogos de aprendizagem, utilizando ou não robôs, são muito interessantes.

Lembrei do lançamento recente do Lego Boost, apresentado na CES2017, que utiliza além das peças tradicionais de Lego, módulos de robótica e programação, e um APP para controlar cinco tipos de robôs que você mesmo constrói.

Jogos como Lego, Minecraft e jogos corporativos estão sendo utilizados cada vez mais para fomentar a aprendizagem.

boas práticas na utilização de ferramentas digitais para a aprendizagem de soft skills

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